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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Baloiço sobe e desce






Num baloiço sobe e desce há sempre uma força dominante que supera a outra, a parte que tem mais peso vence o outro pela força física.
 O sentimento de injustiça, tem presente esta dicotomia,  há sempre dois pontos de vista, um deles dominante ao outro, Aqui a força é medida pela soma das razões individuais de cada ponto de vista.
A questão prende-se por saber se o sentimento de injustiça por ser tão individual que leva a que o próprio sentimento seja ele em si já injusto.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Copo de Água - II

O que transporto não é mais de que um líquido estanque, ansiosamente à espera de continuar a sua viagem.
A água que contenho irá saciar qualquer que seja a necessidade do receptor da mensagem que transporto comigo.
A função que faz de mim ser, não é objectiva na medida que estou dependente de quem me escolhe, da forma como essa pessoa me apreende, contudo a minha mensagem é unívoca.
Entendo desta forma que não sou, quando sou função, sou quando sou experienciado.
Considero-me um copo simples na forma e sou eficaz na execução da minha função.
Tenho um amigo que em nada é semelhante a mim, mais requintado na forma, mas a sua função nada difere da minha. Mas será mesmo? Ele não tem a certeza e eu por vezes também não o consigo ajudar, também tenho as minhas dúvidas.
A minha simplicidade permite-me ser operacional, de fácil percepção, a minha definição é facilmente apreendida, gosto muito da expressão “Sou aquilo que Sou e os outros vêem-me assim”, tal como uma criança, ou mesmo um animal, nada esconde, tudo é fácil e simples, a comunicação flui facilmente. Sei quem sou e os outros sabem-no também.
O meu amigo e colega de trabalho, por vezes tem questões sobre a sua existência. Não é simples na forma e nem sempre compreende se está a comunicar de forma eficaz, é lhe pedido que desempenhe a mesma função,por isso somos colegas; isto aparentemente porque exigem-lhe um acrescento de outros objectivos. A sua função de transporte não é a única função e não temos a certeza se é isso que lhe é pedido, porque lhe pedem para transportar o mesmo líquido e tantas outras coisas, sentimentos, desejos, prazeres, que ao certo não sei se me conseguimos ver a essência do ser, por vezes nem nós temos a certeza do que somos. A ambiguidade faz-nos questionar de que forma somos experienciados? de que forma me apreende?
Quanto maior é o distanciamento do arquétipo, maiores são as dúvidas experiências, existências. A comunicação não flui, torna-mo-nos mais complexos.
O ser humano não é assim tão diferente.
Quando somo crianças sabemos o que queremos e é fácil comunicarmos com o que nos rodeiam.
Á medida que vamos crescendo, começamos a perder a capacidade de comunicar, porque nos tornamos mais complicados. Quanto mais complicados nos tornamos maior é a incerteza do que o que pensamos que somos ser, maior é a distância do que é apreendido de nós, da forma como os outros no vêem. E qual de nós realmente somos?
Penso logo existo, da forma como me olho.
O homem não existe sem comunicar, o que faz questionar a existência humana.
É a comunicação que nos faz existir?
Eu sou como me vêem ou sou como penso que sou?
São as minhas escolhas que me definem?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Rio Tejo

Certo dia, olhando em frente, para a imagem reflectida na água do rio, vislumbrei uma imagem tremule que transbordava para fora da sua definição. Aquela imagem não nítida, dificultou-me a percepção do que se apresentava à minha frente.
Estarei segura diante desta imagem?
Como identificar o que vejo se está em constante mudança?
Será essa imagem uma reflexão de nós mesmos, estaremos nós incessantemente em mudança?
Se existe uma mutação no ser, quem sou eu agora?
Sou quem sou?
Sou quem fui?
ou sou quem serei?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Qu'est-ce que c'est ça?



Este trabalho de Kakuzai, "memo Block", joga com os arquétipos criados pela sociedade, que nos ajudam a criar definições exactas, mais simples. O objecto mostra-nos que nem sempre os conceitos que temos de uma coisa são válidos.
Memo Block, rompe com a expectativa, na medida em que faz aparecer uma definição de ser errada. Como se define afinal o que se apresenta à nossa frente, para que não se confunda com outro ser?

No fundo toda a nossa ideia de ser, não é mais do que uma representação dessa mesma ideia.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Modus Operandi by Matylda Krzykowski


shot and edited by Daniel van Hauten| Nikon D90 50mm 1:1,8 D


Esta produção é muito interessante, pergunto-me: Qual a definição de cadeira? Está a definição da mesma enraizada na sua função, no seu uso? Onde está a fronteira do ser, da cadeira e da não-cadeira?